A série El Turco e o enredo nada estimulante.



 A série El Turco e o enredo nada estimulante.


Lembrando, que é a minha sincera opinião...

                   

El Turco, disponível no Globoplay.


       Essa semana assisti a tão esperada série El Turco, protagonizada por Can Yaman, que é um dos atores turcos mais famosos. Além disso, o marketing feito para anunciar a série foi mais estrondoso que a própria série. O enredo, no primeiro episódio deixou muito a desejar, uma ligação muito rápida com a moradora de Moena, o código dos janízaros em que não podem se casar ou tocar uma mulher, foi facilmente quebrado. É mais uma história e romance do que um filme histórico. 



Perspectiva histórica.

Vamos tentar entender o que realmente acontecia naquela época. Em uma perspectiva histórica, o império otomano fez o cerco de Viena em 1529, e não no século XVII. O império otomano era governado por Suleiman, um dos maiores sultões que existiu naquele império. A tentativa de conquistar Viena foi falha, muitos morreram ou se perderam pela Europa. Já o exército principal dos otomanos, os janízaros era a força militar mais importante do império. Para quem não sabe, como o império otomano invadia e conquistava territórios, escravizavam os sobreviventes e os faziam de soldados, sendo instruídos na fé islâmica e no código de conduta militar e servindo fielmente as ordens do sultão. Até mesmo a forma de se vestir, de um soldado janízaro nunca foi de deixar cabelos crescerem, apenas o bigode, que significava o símbolo da sua masculinidade. Apontando todos esses estudos, simples, podemos entender que a série desfocou em muita coisa apenas para trazes Can Yaman como um galã sem camisa e de cabelos longos, e que oferece todo aquele ar masculino. Nada de ruim nisso, mas a mídia apenas focou no papel principal dele e a história de Moena, o cerco de Viena, ficou tudo muito secundário e a história não tinha um enredo interessante. Uma briga entre irmãos, a irmandade dos janízaros, tudo muito sem conexão mais profunda. 


A série.


Gostei da série, mas poderia ter sido bem mais explorada, a ideia de um turco na Itália, em uma cultura diferente do que ele vive. A bruxa Glória é a típica feminista que trás a ideia de "sou mulher sim, e sou independente e não preciso de homem para ser feliz ou cuidar de mim". Parecia ser um papel muito forçado da atriz, o romance entre Glória e Balaban foi muito rápido e sem exploração alguma. Ambos lutavam pelo bem comum da aldeia, se livrar do domínio de um chefe nobre italiano. 

















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